Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

BPA e BPS: conheça e saiba seus perigos

         Muitas indústrias aproveitam de palavras e termos científicos difíceis, inapropriados ou sem alguma explicação para vender seus produtos por preços absurdos através de propagandas que prometem “milagres”. Certa vez, eu estava folheando um catálogo de utilidades domésticas como copos, vasilhas, talheres e reparei que alguns produtos estavam com o selo: “Livre de BPA”. Pensei comigo: o que é esse “BPA”? Será um corante ou um material específico? Como é de se esperar, no catálogo não havia nenhuma outra informação, mas de certo muitas pessoas – mesmo sem saber o que significa ser “Livre de BPA” – comprariam o produto somente pela propaganda, que sugere alguma vantagem desse produto em relação aos demais. Com a sugestão de um leitor e como a proposta do nosso blog é “traduzir ciência”, essas inquietações me renderam mais um texto! E então, vamos entender o que é BPA e quais os perigos para a nossa saúde?
            O que é o BPA?
 O BPA é uma abreviação para bisfenol A (em inglês: biphenol A) e é um composto químico industrial muito utilizado na fabricação de resinas, vernizes e plásticos do tipo policarbonato. Devido às suas características - transparência e resistência térmica e mecânica- o policarbonato é largamente usado na fabricação de copos infantis, mamadeiras, galões de água e outros utensílios e embalagens de alimentos mais rígidas. Além disso, o BPA também é encontrado no verniz que reveste latas metálicas utilizadas na indústria de alimentos e até mesmo em alguns papéis “termoestáveis” como aqueles que recebemos no caixa eletrônico ou no mercado (figura 1).
Figura 1: exemplo de embalagens, recipientes e papel que podem utilizar BPA em sua composição. 

Qual o problema com o uso do BPA?
Após mais de 40 anos da aprovação do BPA para o uso em recipientes que embalam alimentos, alguns estudos levantaram a possibilidade de que este não seria um composto seguro para a saúde humana. A Organização Mundial de Saúde (OMS) fez uma reunião com vários especialistas para discutir o assunto e, segundo estudos, o BPA dos plásticos e das resinas consegue se “infiltrar” nos alimentos, principalmente quando são aquecidos junto com a comida (por exemplo, quando aquecemos comida no microondas). Além disso, alguns estudos também sugerem que até mesmo os papéis termoestáveis podem ser uma fonte de contato com o BPA. Um estudo realizado em 2010 concluiu que 93% dos norte-americanos com 6 anos ou mais tinham níveis detectáveis de BPA em seu corpo.
Quais são os riscos para a saúde?
O que o BPA acarreta para a saúde ainda é incerto. Não existem muitos estudos na área, mas algumas pesquisas associaram a exposição ao BPA com mudanças no desenvolvimento de fetos e de recém-nascidos, e nas glândulas mamárias e próstata de roedores. Outros estudos, no entanto, sugerem que o BPA é na verdade rapidamente metabolizado pelo nosso corpo e transformado em uma forma inativa. Apesar de parecerem contraditórios, esses resultados servem como base e orientam para novas pesquisas mais conclusivas na área.
O que se tem feito a respeito?
Por precaução, alguns países como o Brasil proibiram a importação e a fabricação de mamadeiras e copos infantis que contenham BPA em sua composição; no caso dos outros usos e recipientes existe um limite máximo, estabelecido pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), da quantidade de BPA que o produto pode conter. Essa proibição vigora desde 2012 no Brasil e obriga os fabricantes a informarem em suas embalagens a presença de BPA em seus produtos.
Existem alternativas no mercado? O que é um produto “livre de BPA”?
Depois da proibição do uso de plásticos com BPA em muitos países, muitas indústrias (principalmente as de mamadeiras e copos infantis) foram obrigadas a utilizarem produtos “livres de BPA”. O BPS (abreviação de bifenol S) foi uma dessas alternativas, pois acreditava-se que ele seria mais difícil de “infiltrar” nos alimentos, principalmente durante o aquecimento. Porém, estudos do ano passado revelam que na verdade o BPS pode se “infiltrar” nos alimentos e causar sérios danos a saúde, pois ele interrompe o funcionamento normal de uma célula até em concentrações de menos de uma parte por trilhão! O problema ainda se agrava quando pensamos que na proibição do BPS, provavelmente este será substituído por outra substância que também não saberemos ser segura ou não à saúde.
Como infelizmente não podemos ter certeza se um plástico é realmente seguro ou não, vale o “princípio da precaução” - evite aquecer embalagens plásticas, principalmente se estiver em contato com alimentos e bebidas e procure usar potes e embalagens de vidro e cerâmica que são mais seguras e higiênicas também!
Ficou com alguma dúvida ou tem sugestões? Comente na nossa página!

Até a próxima!
Por Nathália de Moraes
nathalia.esalq.bio@gmail.com

*A autora gostaria de agradecer a Pilar Mariani pela revisão técnica do texto

Referências
[1]    National Toxicology Program. (2010). Biphenol A (BPA). Acessado de https://www.niehs.nih.gov/research/supported/assets/docs/a_c/bpa_fact_sheet_508.pdf em julho de 2015.
[2]     ANVISA.(sem data). Bisfenol A. Acessado de http://goo.gl/waofE0 em julho de 2015.
[3]     U.S. Food and Drug Administration. (2014). Bisphenol A (BPA): Use in Food Contact Application. Acessado de  http://www.fda.gov/NewsEvents/PublicHealthFocus/ucm064437.htm em julho de 2015.
[4]    Bilbrey, J. (2014). BPA-Free Plastic Containers May Be Just as Hazardous. Acessado de http://www.scientificamerican.com/article/bpa-free-plastic-containers-may-be-just-as-hazardous/  em julho de 2015.  
[5] Newgent, J. (sem data). Glass vs. Plastic Containers.Acessado de http://www.homefoodsafety.org/refrigerate/glass-vs-plastic-containers em julho de 2015.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ciência Informativa discute: Mosquitos Transgênicos

      A ideia de termos animais geneticamente modificados sendo liberados nos nossos quintais nos faz pensar em filmes de ficção científica, mas esse tipo de cenário está cada vez mais próximo de se tornar realidade. A partir de abril, mosquitos Aedes aegypti transgênicos devem ser introduzidos no bairro Cecap de Piracicaba, no interior de São Paulo. O Ministério Publico Estadual recomendou a suspensão do projeto, acatando a representação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de que o Aedes transgênico não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a intenção da prefeitura é que o impasse seja resolvido até a data da soltura. 

fonte: Wikipedia Commons
     A utilização de transgênico é um assunto que gera muita polêmica, mas você sabe o que são transgênicos? Quais os ricos e benefícios envolvidos na utilização dos mesmos? Como diz o antigo provérbio, “conhecimento é poder” então, antes de ter uma opinião radical contra ou a favor dos transgênicos, acompanhe a matéria!
      A dengue é uma doença causada por um vírus que é transmitido pela fêmea do mosquito Aedes aegypti. Várias pesquisas têm sido realizadas para tentar encontrar uma vacina contra o vírus e, em paralelo, para tentar diminuir o número de mosquitos. Até agora, nenhuma vacina eficaz foi encontrada e, apesar dos esforços e avanços na contenção da proliferação dos mosquitos, o número de casos de dengue tem crescido rapidamente no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, em 1990, foram registrados pouco mais de 40 mil casos, enquanto em 2013 esse número subiu para quase 1 milhão e meio (para ver o números para cada estado e região, clique aqui [1].

     Para tentar combater o problema, um grupo de pesquisadores da empresa Oxitec (Inglaterra) desenvolveu uma linhagem de mosquitos machos "estéreis" usando biotecnologia. Os machos são capazes de copular com as fêmeas assim como os machos “normais” [2]. A diferença é que a prole dos machos transgênicos não se desenvolve normalmente e não passam da fase de larva. Assim, em pouco tempo a população de mosquitos diminui drasticamente [3]. Para entender como esse gene funciona e como é possível obter machos transgênicos adultos, veja o box.

     Interferir no genoma de um organismo tem o potencial de trazer consequências indesejadas. Então, para entender melhor quais os potenciais riscos de liberar mosquitos transgênicos, pesquisas têm sido feitas e reuniões têm sido organizadas desde 1991 entre pesquisadores, agências reguladoras, membros do comitê de biossegurança. A partir dessas reuniões, vários riscos potenciais foram identificados. A maioria dos riscos são insignificantes, mas alguns podem ser um problema. Abaixo estão listados alguns dos riscos. Para saber mais sobre os demais riscos, veja os artigos originais: [4, 5].

1. Aumento na transmissão da dengue: risco baixo
     Os grupos de discussão avaliaram a possibilidade dos machos começarem a picar, mas eles não possuem estrutura bucal, nem do trato digestivo nem são capazes de produzir os anti-coagulantes necessários.
    Também existe a possibilidade das fêmeas se tornarem mais agressivas ou aumentarem o número de picadas, aumentando o potencial de transmissão da dengue. Esse tipo de comportamento ainda não foi observado em laboratório, mesmo após 100 gerações.
    Como apenas as fêmeas são capazes de nos picar e apenas os machos são liberados nas áreas de infestação, o aumento inicial do número de mosquitos nas áreas onde são liberados não deve causar aumento no número de indivíduos transmissores.

2. Aumento na resistência a inseticidas: risco baixo
     O gene inserido nos machos transgênicos tem como objetivo diminuir a sobrevivência das larvas, então provavelmente eles seriam tão sucetíveis a inseticidas quanto os mosquitos selvagens. Entretanto, mais pesquisas precisam ser feitas para determinar com mais precisão a suscetibilidade a inseticidas.

3. Efeitos sobre a cadeia alimentar na natureza: risco baixo
     Como o Aedes aegypti não é uma espécie nativa do Brasil, a redução da sua população não deve causar problemas para o equilíbrio do ecossistema.

4. Aumento do número de outras espécies de mosquitos: risco médio
     É possível que as populações de outras espécies de mosquito como Aedes albopictus (também transmissor da dengue) aumente pela diminuição da competição.

5. Contaminação do solo e da água: risco baixo
     As proteínas produzidas pelo gene letal são digeridas tanto por mamíferos como por outros insetos, mas é necessário realizar estudos do potencial de contaminação do solo e da água.

6. Presença de tetraciclina no ambiente: risco baixo
    A eficácia do gene letal pode ser reduzida se houver tetraciclina no ambiente (veja o motivo no box).

7. Instabilidade do gene introduzido: risco insignificante
     É possível que o gene inserido não funcione corretamente e falhe em inviabilizar o desenvolvimento das larvas. Os estudos mostraram que o gene é estável por pelo menos 50 gerações. Como as larvas com o gene inserido morrem antes de se tornarem adultos, em teoria esse gene só é passado para uma geração.

8. Transferência do gene letal para os humanos: risco insignificante
     Existe uma remota possibilidade do gene letal ser transferido para bactérias que vivem dentro do mosquito, mas não há evidências de transferência para humanos, porque os mecanismos usados para inserir o gene nos mosquitos é desativado.

9. Potencial de transmissão do gene letal para outras espécies: risco insignificante
     O cruzamento do mosquito da dengue com outras espécies é muito rara, porque os órgãos genitais de diferentes espécies são incompatíveis. Nos raros casos de cruzamento, os híbridos formados não se desenvolvem.

10. Machos transgênicos poderiam se auto-replicar: risco insignificante
     Apesar de alguns animais serem capazes de se auto-replicar, tanto por clonagem, brotamento ou outros mecanismos, nunca foi observado nenhum desses comportamentos em insetos.

      Então, com tantos riscos, por que os mosquitos transgênicos já estão sendo liberados? De acordo com pesquisas realizadas após introduções experimentais, os benefícios para a população obtidos com esse método são muito maiores que os potenciais riscos. Veja mais detalhes aqui [6]
1. Redução da necessidade do uso de inseticidas
     Como as larvas com o gene letal morrem, o número de mosquitos adultos deve diminuir, diminuindo a necessidade de inseticidas.

2. Diminuição da ocorrência de casos de dengue
     Se o número de insetos diminui drasticamente, o vírus que causa a dengue não deve ser mais espalhado tão facilmente.

3. Diminuição dos custos
     Mesmo que o custo de produção de mosquitos transgênicos sejam altos, eles ainda são muito menores do que o custo do tratamento das pessoas com dengue. Então, o investimento total seria menor.

     Como vocês podem ver, ainda existem questões a serem melhor estudadas e existem potenciais riscos associados aos transgênicos. Por outro lado, também existem potenciais benefícios principalmente para saúde pública. O assunto ainda está longe de ser consenso e certamente muito ainda precisa ser estudado e debatido. O mais importante é conhecer os fatos para poder dar os devidos pesos aos riscos e benefícios dessas novas tecnologias.


Box. Como são feitos os mosquitos transgênicos?
O gene que causa a morte das larvas do mosquito (gene letal) é inserido nos ovos de um mosquito "normal" (selvagem). Esse gene se liga ao DNA presente nas células do embrião usando técnicas de engenharia genética [7]. Após o desenvolvimento do embrião, o gene produz uma molécula (proteína) que interfere na atuação de outros genes essenciais para o funcionamento normal das células, levando à morte da larva.

Então, como os machos transgênicos chegam à fase adulta para serem liberados nas cidades?
O gene letal pode ser desativado por um antibiótico chamado tetraciclina, que funciona como um antídoto. Então, se os cientistas colocam esse antídoto na água onde as larvas se desenvolvem, o gene letal é desativado e as larvas transgênicas podem se desenvolver normalmente.

Como os cientistas sabem se o gene letal foi realmente inserido no DNA do mosquito?
Os cientistas inserem um gene que produz uma fluorescência verde juntamente com o gene letal. Então, as larvas transgênicas brilham, quando vistas usando um microscópio especial.

Referências
[1] http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/julho/31/Dengue-classica-at---2013.pdf
[2] Massonnet-Bruneel, B., Corre-Catelin, N., Lacroix, R., Lees, R. S., Hoang, K. P., Nimmo, D., ... & Reiter, P. (2013). Fitness of transgenic mosquito Aedes aegypti males carrying a dominant lethal genetic system. PloS one, 8(5), e62711.
[3] Phuc, H. K., Andreasen, M. H., Burton, R. S., Vass, C., Epton, M. J., Pape, G., ... & Alphey, L. (2007). Late-acting dominant lethal genetic systems and mosquito control. BMC biology, 5(1), 11.

[4] Beech, C. J., Nagaraju, J., Vasan, S. S., Rose, R. I., Othman, R. Y., Pillai, V., & Saraswathy, T. S. (2009). Risk analysis of a hypothetical open field release of a self-limiting transgenic Aedes aegypti mosquito strain to combat dengue. Asia Pacific Journal of Molecular Biology and Biotechnology, 17(3), 99-111.
[5] Patil, P., Alam, M., Ghimire, P., Lacroix, R., Kusumawathie, P., Chowdhury, R., ... & Aung, M. (2012). Discussion on the proposed hypothetical risks in relation to open field release of a self-limiting transgenic Aedes aegypti mosquito strains to combat dengue. As. Pac. J. Mol. Biol. & Biotech, 18(2), 241-246.
[6] Morris, E. J. (2011). Open field release of a self-limiting transgenic Aedes aegypti mosquito strain to combat dengue- a structured risk-benefit analysis. Asia-Pacific Journal of Molecular Biology and Biotechnology, 19(3), 107-110.
[7] http://www.nature.com/scitable/topicpage/transposons-the-jumping-genes-518

por Patricia Sanae Sujii
sujiips@gmail.com

sexta-feira, 20 de março de 2015

Alimentação Saudável x Alimentação Sustentável: Qual a diferença?

Quem nunca ouviu falar que é preciso ter uma alimentação saudável para ter uma melhor qualidade de vida? Ou que comer gordura e fritura não faz bem para a sua saúde? Tudo isso é verdade, alimentar-se bem, de forma equilibrada, é fundamental para ter uma vida mais saudável e longínqua. Por outro lado, cada vez mais se fala em sustentabilidade, em como agir de maneira economicamente e ambientalmente viável para que possamos viver em um mundo melhor. Mas é possível juntar esses conceitos? Será que é possível tem uma alimentação ao mesmo tempo saudável e sustentável? Como isso seria?

Figura 1. Varejão 2 AMIGOS localizado na cidade de Piracicaba/SP. (Foto: Julia Savieto) 
 Vamos pensar em exemplos práticos, como um prato de comida tipicamente brasileiro com arroz, feijão, farofa, carne, salada de alface e tomate. Parece um prato saudável não? Agora vamos pensar como esse prato chega à nossa mesa, aqui em Piracicaba, no interior do Estado de São Paulo. Vamos pensar no arroz, imagine que esse grão é produzido no Estado de Mato Grosso e transportado por rodovias por aproximadamente 1.200 km; e do feijão, vamos supor que ele é produzindo no Paraná e transportado por 700 km em rodovia. Vamos nos ater apenas a esses dois grãos, para ele chegar até a nossa mesa aqui em Piracicaba eles viajaram, juntos, quase 2.000km em rodovias, utilizando combustíveis fósseis e embalagem. Então você acredita que esse prato pode ser considerado sustentável?  
Não estou falando para deixarmos de comer arroz e feijão, longe disso! Estou tentando mostrar a dificuldade de conseguirmos juntar dois conceitos tão importantes como a alimentação saudável e a sustentabilidade. Aplicar esses conceitos em nossa vida é ainda mais complicado, já que é preciso encontrar um equilíbrio entre eles, sem que haja um favorecimento de um em detrimento do outro. Parece que estamos em uma encruzilhada, ou escolhemos uma alimentação mais saudável independente das consequências ambientais por traz deles, ou escolhemos uma alimentação composta de produtos com menor impacto no ambiente, independente das propriedades nutritivas deles.
Parece algo complicado, e acredito que muitos de vocês leitores nunca param para pensar nisso. Eu confesso que também não tinha parado para refletir até uns cinco meses atrás, durante uma aula de faculdade da disciplina de Sistemas de Produção ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Armenio Khatounian da ESALQ/USP. Esse assunto realmente chamou tanta minha atenção que decidi compartilhar com vocês. As soluções apontadas pelo Prof. Armênio foram tão plausíveis que merecem ser ouvidas e repassadas. É claro que não há uma receita de bolo, que as práticas propostas por ele não são revolucionárias, mas são pequenas atitudes que podemos tomar para ter uma vida mais saudável sem prejudicar o nosso planeta.
Vamos as soluções práticas, então o que podemos fazer? As respostas são tão simples que nos fazem realmente pensar que sim, é possível ter uma alimentação saudável e sustentável. Segundo o Professor Armênio, pequenos cuidados do dia a dia já são suficientes para melhorarmos essa situação, como tentar dar preferência para o consumo de frutas e verduras da época, preferir alimentos orgânicos ou com menor quantidade insumos agrícolas e por que não começar uma horta em casa? Não é preciso muito espaço e podem ser bem simples, seria a produção de sua comida na sua própria casa, fantástico! Pensando um pouco no lado econômico, a escolha de produtos produzidos em sua região, também pode favorecer a economia local e beneficiar sua região como um todo.
Essas são apenas algumas das práticas que podemos adotar no nosso dia para ser possível ter uma boa alimentação de forma “ecologicamente correta”. Não é preciso nada muito drástico, apenas prestar um pouco mais de atenção nas suas atitudes, para benefício próprio e de toda a comunidade. O que temos a perder? Nada, só temos a ganhar uma vida melhor em um planeta melhor! Que tal tentar prestar atenção a próxima vez que for ao mercado, feira, varejão? Você vai ver que realmente faz a diferença!

Por Nathalia Brancalleão
e-mail para contato: na_brancalleao@hotmail.com


Referências bibliográficas:

Aula “Alimentação Saudável x Sustentável” ministrada pelo Prof. Dr. Carlos Armenio Khatounian do Departamento de Produção Vegetal na ESALQ/USP.

KHATOUNIAN, C. A.; Soares Jr, D. Abordagem sistêmica e pesquisa participativa na agricultura familiar: ferramentas para o desenvolvimento. Informe Agropecuário, Belo Horizonte, v. 26, p. 17-27, 2005.